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NOTÍCIA

21/07/2021

Faleceu aos 98 anos, a escritora Anita Novinsky, a maior pesquisadora do judaísmo no Brasil

Autora de livros sobre a Inquisição Portuguesa, Anita escreveu “Cristãos Novos na Bahia: A Inquisição no Brasil”, uma obra relevante no resgate da história dos judeus no Brasil. “Anita ficará imortalizada em nossos corações”, enfatizou o rabino Ícaro Moreno, da Sinagoga Judaica-Messiânica BetShalom de Manaus 
Geovan Benjoino/Jornalista

Faleceu nesta terça-feira, 20, aos 98 anos, a escritora Anita Waingort Novinsky, a expoente de pesquisa sobre o judaísmo no Brasil. Professora de História da USP e apaixonada pelo judaísmo, principalmente no Brasil, a pesquisadora conquistou o respeito da crítica do Brasil e do exterior pela seriedade, competência, ética e dedicação ao judaísmo no território brasileiro.

Estudiosa dos costumes dos cripto-judeus e do renascimento da consciência judaica no Brasil, Anita Novinsky resgatou a história do judaísmo no País durante décadas de pesquisa bibliográfica e de campo. Os cripto-judeus – objetos de pesquisa da escritora - praticavam sua fé e costumes em segredo (cripto) por medo das perseguições. Por isso, seguiam publicamente o cristianismo.

“A professora Anita Novinsky deu luz a um conhecimento adormecido e resgatou raízes significativas dentro da história do Brasil, configurando a contribuição judaica desde a chegada das caravelas portuguesas”, ressaltou uma nota divulgada pela Confederação Israelita do Brasil (CONIB). “Não fosse por ela, grande parte deste universo ainda estaria adormecido. Ela não só pesquisou, como orientou trabalhos seminais que dão brilho à história judaica brasileira. Um orgulho da nossa comunidade”, disse o presidente da CONIB, Claudio Lottenberg.

O ex-ministro e alagoano radicado em São Paulo, Aldo Rebelo também destacou o papel da pesquisadora. “A, historiadora dos cristãos novos no Brasil e defensora do legado dos Bandeirantes na construção nacional. Anita Novinsky concebeu o museu da tolerância e sonhava com um filme sobre a história dos Bandeirantes”

REFERÊNCIA
O rabino da Sinagoga Judaica-Messiânica BetShalom de Manaus, Shaliach Roe Ícaro Moreno disse que Anita Novinsky ficará imortalizada no coração dos judeus. “Ela é uma referência para todos nós que comungamos da fé no Eterno. Anita Novinsky dedicou-se integralmente ao judaísmo no Brasil. Seu legado é de grande valia”, enfatizou Ícaro Moreno.

O professor Daniel Strum, do Departamento de História da USP, disse que “a trajetória intelectual e profissional da professora Anita Novinsky foi marcada pela crítica à intolerância religiosa e pela defesa incondicional da liberdade de expressão”.

A pesquisa de Anita Novinsky a respeito da Bahia estima que 10% a 20% da população branca de Salvador na metade do século XVII era formada por judeus, que também viveram no Recôncavo, entorno de Feira de Santana e Sul da Bahia, como Ilhéus, Itabuna e Porto Seguro - segundo o portal de notícias Correio, de Salvador.

Anita Novinsky era natural de Stachow, Polônia, e chegou ao Brasil com um ano de idade, acompanhada pelos pais. Era naturalizada brasileira e graduada em Filosofia e doutora em História Social pela USP.
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