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NOTÍCIA

12/07/2021

Projetos de hidrogênio verde no Ceará somam R$ 90 bi e 5 mil empregos; mais 10 empresas no radar

Com acordos firmados com quatro empresas, Estado deve gerar milhares de vagas de emprego nos próximos anos. Há ainda mais 10 investidores interessados
 
Samuel Quintela/Diário do Nordeste/CE

O Ceará está se colocando no mercado de energia mundial como um dos possíveis maiores produtores de hidrogênio verde do futuro.

O Governo do Estado já fechou memorando de entendimento com quatro empresas para investimentos em plantas de produção que devem somar aportes de 17,35 bilhões de dólares (ou R$ 91,25 bilhões). A previsão é que somente estas usinas gerem 5 mil empregos nas fases iniciais, sem contar com operações secundárias ou paralelas.

Além destes, há pelo menos outras 10 empresas interessadas em fechar parcerias com o Estado para novos investimentos neste setor nos próximos anos.

Segundo Jurandir Picanço, consultor de energia da Federação as Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado, os investimentos deverão levar a economia estadual a um novo patamar.

O consultor ainda afirmou ter se surpreendido com o valor dos investimentos que estão sendo planejados para instalação no complexo do Porto do Pecém.

"Surpreende a dimensão dos projetos aqui no Ceará. São projetos gigantes que vão mudar a figura da economia no Ceará por conta do volume financeiro gerado por serviços e outros mecanismos que serão gerados ao redor dessas indústrias", disse.

"São muitos mais interessados em entrar nesse mercado e temos pelo menos 10 empresas que estão interessadas em ingressar aqui no Ceará"., JURANDIR PICANÇO. Presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará


NEGOCIAÇÕES EM ANDAMENTO

Apesar do interesse crescente no mercado local para investimentos em hidrogênio verde, Picanço reconheceu que o Estado precisa estudar e melhorar as condições para aprimorar o ambiente de negócios focado neste novo segmento da economia.

Ele destacou que será preciso entender os possíveis gargalos para a concretização dos investimentos e como o Governo do Estado e a iniciativa privada podem agir para melhorar o ambiente de negócios.

A perspectiva é corroborada pelo secretário de desenvolvimento do Estado, Maia Júnior, que confirmou a criação de um grupo de trabalho em parceria com a Fiec justamente para mapear as possíveis dificuldades que os novos investimentos em hidrogênio verde poderão enfrentar.

Estamos começando a trabalhar em duas fases para confirmar os projetos. Precisamos descobrir os gargalos que podem travar esses projetos, e estamos trabalhando com a Fiec para ter agilidade para validar esses licenciamentos", disse.
MAIA JÚNIOR secretário de desenvolvimento ecônomico do Estado.

"Precisamos de equações tributárias, e o governador encaminhou mais um reforço à estrutura da ZPE, mas precisamos ter um reforço de transmissão de energia porque vai haver um crescimento de produção, e precisamos pensar no licenciamento para que isso possa andar rápido", completou Maia.

HIDROGÊNIO VERDE NO CEARÁ

Atualmente, o Governo do Estado fechou acordos com quatro empresas, que somadas poderão investir mais de US$ 17,35 bilhões (R$ 91,25 bilhões).

Com cronogramas diferentes, as empresas envolvidas ainda estão na fase de realização de estudos para equacionar o tamanho das plantas, analisar questões de viabilidade econômica e ambiental, além de seguir na busca por fornecedores de energia.

O QUE SE SABE SOBRE AS USINAS?

FORTESCUE METAL GROUP

A empresa australiana foi a última a firmar o memorando de entendimento com o Estado e tem planos para iniciar as operações o mais rápido possível, mas não previsão consolidada ainda.

Potência: 2 gigawatts
Potencial de empregos: 3.300
Investimento: US$ 5 bilhões
Previsão de operações: não informado
QAIR BRASIL

A empresa francesa fechou uma parceria com o Estado para implantar a usina que receberá o nome de Projeto Liberdade. O equipamento deverá ser construído em 4 fases e tem previsão para início de operações até o fim de 2023.

Potência: 2.240 gigawatts
Produção anual: 296 mil toneladas
Potencial de empregos: 2.000 (fase construção) / 600 (fase de operação)
Investimento: US$ 6,95 bilhões (US$ 3,9 bilhões para usina de hidrogênio / US$ 3 bilhões para planta de energia eólica offshore)
Previsão de início da operação: 2023
WHITE MARTINS

A empresa que faz parte de um grupo multinacional comandado pela irlandesa Linde, fechou um acordo de intenção para investimento em uma usina de hidrogênio, mas ainda não há detalhes sobre o projeto.

ENEGIX ENERGY

A empresa australiana vinha negociando desde o começo do ano passado com o Estado para fechar um possível investimento de US$ 5,4 bilhões para ter o projeto Base One.

Em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, o CEO da operação enalteceu o potencial energético do Ceará.

Apesar de as intenções de investimento já terem sido assinadas, o consultor de energia da Fiec afirmou que o Estado terá de se preparar para garantir a instalação dessas plantas.

Picanço comentou que empresas do setor estão fazendo estudos em vários lugares de mundo para assegurar as melhores condições de produção. A ideia é produzir o hidrogênio verde mais competitivo possível para ganhar mercado no cenário global.

Picanço destacou que as grandes empresas do segmento já estão observando as movimentações em outros países, como as do governo da Alemanha, que anunciou um leilão de compra em massa de hidrogênio verde com o objetivo de reduzir as emissões de gás carbônico gerado por combustíveis fósseis.

“O Governo alemão desenvolveu um sistema de leilão global para fazer a venda do hidrogênio verde na alemã, subsidiando a diferença financeira do combustível atual. E eles vão comprar do Ceará? Eles vão comprar o que for mais barato e competitivo", disse”, JURANDIR PICANÇO
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