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NOTÍCIA

28/06/2020

Mensagem para os palmeirenses

Tudo começa com gritos e nunca deve acabar em silêncio. A violência não se rompe sozinha
Texto: Lívia Jordana Ferro

Vejo o problema que muitas mulheres enfrentam em romper uma relação violenta pois tudo isso faz parte de um processo e cada mulher tem o seu tempo.

Esse quadro de horror muitas vezes perpassa e se reproduz de geração a geração e muitas mulheres ainda acreditam que esta situação ocorre por sua culpa, se sentem culpadas, se sentem responsáveis pelas explosões do agressor e procuram justificativas para o comportamento violento de seus parceiros
.
É notório que a violência doméstica tem dados estatísticos altíssimos e que muitas vezes essa realidade é guardada para si mesma por motivo de vergonha em expor algo tão humilhante.

Sabemos que existe as diferenças entre os sexos mas nada justifica as desigualdades de poder, prestígio e liberdade entre homens e mulheres, mas a realidade nos mostra que a mulher com o mesmo nível de escolaridade do homem, ela recebe 63,4% dos rendimentos de um homem, sabemos que a mulher exerce o trabalho doméstico mais que o homem e que a violência tem seus números altíssimos, nos deixando preocupados.

4 meninas com menos de 13 anos são estupradas por hora e 88,8% dos feminicídios foram cometidos por ex parceiros.

As mulheres em situação de violência doméstica têm direito às medidas protetivas de urgência, que pode ser, entre outras, o afastamento do agressor do lar, domicilio ou lar de convivência com a ofendida. O agressor também pode ser proibido de aproximação da ofendida, dos seus familiares e das testemunhas, fixando-se o limite mínimo de distância entre estes e o agressor.

Na hipótese de o agressor não cumprir as medidas protetivas de urgência, a sua prisão pode ser decretada pelo juiz (Lei n. 11.340/2006, Seção II).

Se a agressão física estiver acontecendo, a mulher deve chamar a Polícia Militar (190). Se a agressão já aconteceu, deve dirigir-se a uma delegacia especializada e registrar um boletim de ocorrência, solicitar exame de corpo de delito e também medidas protetivas de urgência.

Mas é fundamental que a mulher, ao buscar auxílio na Delegacia de Polícia, declare “estar REPRESENTANDO contra o agressor”. Se não houver representação à justiça, não se poderá intervir em seu favor.

Tudo começa com gritos e nunca deve acabar em silêncio. A violência não se rompe sozinha. Busque apoio
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